A Phala

Archive for the ‘Arrábido’ Category

No regresso de «Lisboaleipzig»

In Arrábido on 23 de junho de 2014 at 16:01

K_LISB_LRAos leitores dos meus textos: Há anos que escrevo Lisboaleipzig. Inicialmente pensei que seria um livro de um único volume. Com o tempo, apercebi-me de que seria um livro em vários volumes (…). Achei oportuno publicar, no mesmo volume, textos dispersos que escrevi, ao longo dos anos, e com os quais procurei esclarecer-me sobre o sentido da minha escrita. Continue lendo »

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EUROPA EM SOBREIMPRESSÃO — LLANSOL E AS DOBRAS DA HISTÓRIA

In Arrábido on 9 de fevereiro de 2012 at 17:07

1. Algumas palavras sobre o método deste livro ousado: depois da introdução geral, seis capítulos divididos em subcapítulos, cada um da responsabilidade de um autor. Quando há uma personagem-chave que forma o eixo de um capítulo, incluem-se no fim textos expressivos dessa mesma personagem em tradução para português. Nas margens das páginas, abrem-se janelas cor de ocre que contêm excertos de textos de Llansol, textos alusivos ou tutelares do que é discutido, oferecidos em contraponto ao texto central e trazendo-lhe referências. Continue lendo »

A geometria da imagem nua

In Arrábido on 13 de novembro de 2009 at 15:36

07.Pag.7-2LRNeste pequeno texto, como em tantos outros, Llansol abre-nos a porta que dá para a sua oficina de escrita. Propõe-nos observar a imagem nua e a conversação infinita que, por um lado, a origina e, por outro, a continua. De sentidos atentos e corpo disponível, quem vê / lê põe o olhar em consonância com o mundo, ouvindo-lhe os sons e escutando estes a dialogar com as cores e os volumes — surgem ritmos que se entrelaçam originando uma percepção global das diferentes instâncias. O resultado não é um conjunto de sinais que produz um determinado significado, mas uma vibração que emana da sobreimpressão dos diferentes ritmos e intensidades, indo configurar-se a partir dessa experiência. Continue lendo »

A ataraxia activa do olhar

In Arrábido on 13 de novembro de 2009 at 15:27

09.Pag.7-4Aqui, a escrita nasce de material gerado, não pela imaginação, não pela fantasia, não pela imitação, mas pela força actuante da presença da imagem. Os olhos comem o real, indiferenciadamente e sem fazer juízos de valor, como na ataraxia estóica, mas criando, em Llansol como nos filósofos antigos, as condições para fundar uma ética. O real é tudo o que se oferece ao olhar que tudo colhe como imagem e que tudo transmuta em escrita: objectos, imagens (sensíveis) de toda a ordem, Vivos e inertes, textos, o próprio passado, através de figuras soterradas que dele emergem e povoam os textos de Maria Gabriela Llansol. Continue lendo »

Sou um canibal de olhos…

In Arrábido on 13 de novembro de 2009 at 15:11

08.Pag.7-3Pouco sei, pouco decoro, no sentido de «memorizo», mas olho e aprendo sempre, sou um canibal de olhos. Nisso, sou estóica. E o desaparecimento do passado torna o passado mais presente… Continue lendo »