A Phala

«Chegam sempre as cartas a quem […]»*

In A Phala, Uncategorized on 17 de maio de 2016 at 15:49

CP_CRFPMSC_lrVárias são as formas de coleccionar livros. Comprá-los é a mais corrente e certamente a mais agradável a editores, livreiros, autores. Está, contudo, longe de ser a única. Outra consiste em roubá-los ou – o que talvez não passe de uma modalidade civilizada e polida de furto – em tomá-los de empréstimo sem a correspondente devolução. Outra ainda consiste em escrevê-los. Numa novela do final do século XVIII, Jean Paul, o escritor romântico bávaro, conta a história de um mestre-escola[1] que, com o tempo, acumula uma esplêndida biblioteca, aplicando o singular método de escrever aqueles livros cujos títulos lhe interessam nos catálogos, mas que não tem dinheiro para comprar. Estamos perante um novo tipo de copista: alguém que copia um livro sem o ler, sem recorrer a um original. Este peculiar processo de copiar permitiu a Maria Wutz, assim se chama o pobre mestre-escola de que falo, escrever obras contemporâneas tão marcantes como Os Salteadores de Schiller, A Paixão do Jovem Werther de Goethe e A Crítica da Razão Pura de Kant, escorando-se tão-somente no título. «Leio cada livro como se eu próprio o escrevesse.» [p. 104] (Com mais razão do que Fernando Pessoa poderia Maria Wutz fazer esta afirmação, contida numa das Cartas Reencontradas por Pedro Eiras.)

Muitas são as diferenças que separam Pedro Eiras de Maria Wutz, tantas que esta evocação inicial se afigurará pura excentricidade – a começar no estatuto remuneratório dos dois docentes. Convém lembrar que Pedro Eiras não é o indigente mestre-escola de um lugarejo obscuro, mas integra o alto quadro da mui insigne Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o que, em rigor, lhe agrava o delito, pois encontra-se impedido de, em sua defesa, invocar a impossibilidade de adquirir quantos livros queira. (Deste ponto de vista, escrever livros pode ser mais criminoso do que roubá-los.) O objecto que desencadeia o investimento literário de Eiras possui também uma natureza diversa daquele que impulsiona o professorzinho de Jean Paul: se Maria Wutz compõe obras que, à época, se encontram disponíveis em qualquer livraria que se preze, Pedro Eiras escreve uma obra – Cartas Reencontradas de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro – que, de outro modo, ninguém encontraria em parte alguma. Nem no bojo da arca sem fundo de onde saíram os maiores tesouros, essa gruta de Ali Babá da literatura portuguesa.

Também no alcance ou êxito da sua demanda, Pedro Eiras diverge do cândido mestre-escola de Jean Paul – e já lá iremos. Mas, a despeito de todas as disparidades, uma afinidade persistirá: o empreendimento de Pedro Eiras é tão insensato e pasmoso quanto o de Maria Wutz. Copiam obras que não leram, transcrevem textos que ignoram, reproduzem frases que não foram, de facto, escritas. Obras, textos, frases – não de comuns mortais, mas de criaturas que melhor designaríamos como “criadores”, seres para os quais se inventou a problemática categoria de “génio”. Emular Pessoa, como emular Goethe, ou Shakespeare, ou Cervantes: haverá sonho mais tolo? Haverá sonho mais fascinante? A humildade consubstancial ao gesto de copiar, de transcrever tão escrupulosamente quanto possível um texto, convizinha, nestes casos, com a suprema arrogância: não se trata de escrever sobre Pessoa nem sequer de escrever como Pessoa (isto é, à maneira de Pessoa), mas de escrever de Pessoa – as cartas.

Há uma razão para isso, e ela encontra-se na bizarra definição de escritor que Walter Benjamin deduz do caso Maria Wutz, definição que, todavia, melhor se aplica a Pedro Eiras: «Os escritores são, de facto, pessoas que escrevem livros, não por pobreza, mas por insatisfação com os livros que poderiam comprar.»[2] Pedro Eiras queria muito comprar este livro, ler estas cartas, demorar-se nelas, estudá-las. Inconformado com a impossibilidade de o fazer, não lhe restou alternativa senão escrevê-las. Para tal, aplica o conselho que, por punho alheio (ou «ocultas mãos» [p. 109]), Pessoa dá a Sá-Carneiro num postal de 1 de Setembro de 1915: «Deixe a dúvida para os dias da vida, e a incerteza; mas ao escrever seja para si próprio o deus que não há, na insolência de criar o universo.» [p. 46]

Manifestamente, a empresa de Eiras não equivale a uma das cómicas bagatelas de Maria Wutz. E no entanto este livro começou por me fazer rir – pela insolência demiúrgica, mas também pelos códigos que mima e mina, como os que regem recolhas epistolares ou colectâneas de escritos dispersos: nota introdutória, critérios editoriais, sinalização de supressões de texto ilegível (alguns dos meus passos predilectos deste livro envolvem essas caprichosas supressões), notas de rodapé, inclusão do termo sic para confirmar a transcrição fiel deste e daquele passos, etc. (Na introdução, faltam apenas os habituais agradecimentos, mas benevolamente o autor não quis entalar terceiros…)

Também a sombra de alguma literatura fantástica perpassa na introdução ao volume – pela referência à Carta Roubada de Edgar Allan Poe, e sobretudo pelo modo como, admitindo-se a inverosimilhança do achamento das cartas de Pessoa (um achamento cuja simplicidade desconcerta pelo menos tanto quanto a estranheza que rodeia a sua desaparição três dias depois), se reitera a verdade dos factos: a garantia de que um relato, por muito inverosímil que seja, corresponde à realidade faz parte de um protocolo narrativo que conhecemos de Poe, Borges & Companhia. Quanto mais juram mais mentem. Algo análogo, de resto, ocorre nessa ironia documental que consiste em inserir, na antecâmara da correspondência, uma fotografia desfocada de uma das cartas de Pessoa: faz-se troça desse efeito de verdade que atribuímos à fotografia, desse pacto de veridicção que ela vem instaurar, do isto-foi que, segundo Barthes, constitui o «noema» da imagem fotográfica.[3] Há ironia nessa prova material deliberadamente canhestra, mas há também verdade: «isto-foi» é um nome para o que se nos tornou inacessível, para o que jamais poderemos recuperar ou reaver.

            O riso que o gesto de Pedro Eiras suscita cede rapidamente passagem ao espanto, ao susto até, não sem um certo mal-estar que, no meu caso, se revelou difícil de vencer. De onde vem o espanto? De onde o susto? De onde o mal-estar?

As cerca de cento e cinquenta páginas do livro de Pedro Eiras estão longe da categoria de cartapácio, e todavia constituem um verdadeiro tour de force. Descrevê-lo com propriedade implicaria começarmos por deter-nos no árduo sudoku que envolveu a concatenação cronológica entre as cartas conhecidas de Mário de Sá-Carneiro a Pessoa e as cartas deste agora reencontradas – um quebra-cabeças que tem em conta não apenas o regular funcionamento dos serviços postais no início do século XX, mas também os atrasos e extravios produzidos pelos «fados disfarçados de guerra» [p. 29], como ainda todo o quotidiano de Pessoa. Trabalhos e dias atravessados pelas arrelias da falta de dinheiro; por reacções escandalizadas à revista Orpheu; por trovoadas, plaquettes, horóscopos, cartas comerciais; por colaborações para revistas, projectos de antologias e a vontade de «escrever argumentos para fitas» [p. 116]; pelos dislates de Santa Rita Pintor, as misérias de Raul Leal, as ousadias de Almada e os gritos do Álvaro de Campos por dentro. Nestas Cartas Reencontradas, as apoquentações e os compromissos diários de Pessoa imbricam-se ainda com as crises pessoais do poeta, com a sua «constelação de vozes» [p. 35], com a procura da «biblioteca infinita» [p. 36] e o desejo de «escrever sem emenda o poema contínuo» [p. 42], as relações (erradas) do romantismo português com o paganismo, as lições da teosofia e a sua conexão com a poética interseccionista (mas também a reacção aos teosofistas através de Caeiro), os poemas e as novelas do amigo, as hesitações em publicar em forma de livro, a absoluta perenidade de Orpheu para lá da própria língua portuguesa – crises, projectos, sonhos, teorias e o mistério das coisas enleiam-se, como num novelo vivo, nestas Cartas Reencontradas.

Mas o ponto em que o espanto devém susto diz respeito à aquisição de uma língua. Projecto insano: é como se Pedro Eiras desaprendesse a sua língua para adquirir uma outra língua-mãe em que pudesse escrever estas cartas. Não há forma de escrever este livro sem que aquele que se dispõe a escrevê-lo se livre da gramática, da sua gramática peculiar, acolhendo o idioleto de outrem. Não se trata de uma operação de cosmética, mas do transplante de um órgão vital. Quer dizer: à aprendizagem de um léxico, ao adestramento numa determinada fraseologia, à aquisição de um arsenal de metáforas (de extracção teatral, por exemplo), acresce ainda o mais difícil: acertar o que é mais peculiar a um escritor, a um poeta – a respiração – com a respiração de outro poeta. Ao descrever ao amigo a idiossincrasia dos três heterónimos – uma descrição que poderia enxertar-se sem estranheza na carta sobre a génese dos heterónimos dirigida a Adolfo Casais Monteiro duas décadas mais tarde –, Pessoa faz notar: «Pouco mais há de nós nos poemas do que um ritmo: Caeiro é a métrica silvestre dos versos, Reis a coluna fixa dos pés, Campos a histeria incontida das respirações erradas.» [pp. 110-111] Para escrever estas cartas, Pedro Eiras não aprende a falar com Pessoa: aprende a respirar.

Pierre Menard – essa luminária que, segundo Borges, se pôs a escrever o Dom Quixote trezentos anos depois de Cervantes o ter feito – não hesitaria em acusar Pedro Eiras de optar pelo caminho mais fácil. Como assim, fácil? O plano inicial deste Menard, um fabuloso contemporâneo de Pessoa e Sá-Carneiro, consistia em «conhecer bem o espanhol, recuperar a fé católica, guerrear contra os mouros ou contra o turco, esquecer a história da Europa entre os anos de 1602 e de 1918, ser Miguel Cervantes».[4] Mas Menard descartou prontamente este método: assim, seria demasiado fácil escrever o Quixote. Menard quer escrever o Quixote permanecendo inteiramente Menard. O que, todavia, sucede com Pedro Eiras é diverso, e paradoxal: devém Pessoa para deste escrever as cartas, tornando-se paradoxalmente, nesse processo, ainda mais Pedro Eiras. É como se um célebre postulado de Eliot encontrasse neste livro uma expressão radical: «O progresso do artista é um auto-sacrifício contínuo, uma contínua extinção da personalidade.»[5] Não devemos deixar-nos encandear pelo prodígio mimético que estas Cartas Reencontradas encerram. Porque a impessoalização de Pedro Eiras (entenda-se impessoalização também como im-Pessoa-lização) corresponde, na verdade, a um progresso da sua própria personalidade artística, se preferirem, da sua autoridade, tanto enquanto ficcionista como enquanto ensaísta. (E este livro, note-se, não é de todo pensável sem esse duplo regime, essa dupla condição.)

Interessantemente, um tal fenómeno rima com o caso Fernando Pessoa, que desde cedo reivindicou para si mesmo uma impessoalidade constitutiva, definindo-se como um «palco somente» [p. 77], lugar vazio ou terra-de-ninguém onde se encontram e conflituam múltiplos impulsos, vozes, identidades. (Disto tratam também estas Cartas Reencontradas.) E, no entanto, como negar que em Pessoa encontramos uma deliberação extrema, um excesso de personalidade? É ele quem, por interposto heterónimo, diz amar, animar e emprestar humanidade a tudo «para aumentar com isso a minha personalidade».[6] A condição mediúnica não representaria pois uma abolição da personalidade, mas o seu incremento – uma espécie de política expansionista do espírito.

Devo, aliás, dizer que, na leitura deste livro, me senti frequentemente tentado pela hipótese mediúnica como chave interpretativa. Esta possibilidade conformar-se-ia, aliás, ao período a que esta correspondência diz respeito – um período em que, como as próprias cartas amplamente documentam, Fernando Pessoa aderia ao ocultismo e às doutrinas teosóficas, relacionava-se com fisiognomonistas e magnetizadores espíritas, pensava estabelecer-se em Lisboa como astrólogo e recebia, pela primeira vez, comunicações mediúnicas: «como se uma mão invisível pousasse sobre a minha mão e a dirigisse» [p. 149], escreve Pedro Eiras, aliás, Fernando Pessoa. A julgar pelas explicações introdutórias, as próprias cartas parecem feitas de uma substância volátil, talvez ectoplasma: escondem-se no ar, dissolvem-se na atmosfera e voltarão um dia, quem sabe?, a materializar-se sobre uma arca banal vigiada por um lacónico funcionário hoteleiro, de idade indefinida e nacionalidade incerta. Não digo que, para escrever estas cartas, Pedro Eiras se tenha sentado a uma mesa de pé-de-galo. Não: acercar-se de uma «cómoda alta»[7] terá sido mais proveitoso. «Como se uma mão invisível pousasse sobre a minha mão e a dirigisse.» Lemos noutro ponto desta correspondência: «como se este Compêndio, que eu apenas traduzi [ou transcrevi, emendamos nós], eu próprio o tivesse escrito, noutra vida e noutro nome». [p. 85]

Em vez de um fenómeno mediúnico, poderíamos também falar de ventriloquia. Mas de um caso particular de ventriloquia em que não somos mais capazes de discernir quem é quem (e daí o mal-estar) – se Pessoa é o dummy que o ventríloquo Pedro Eiras tão destramente manipula; se é Pedro Eiras o títere animado por um marionetista invisível, que discorre por detrás dessa surrada flanela preta a que chamamos morte. Quem fala, quem vive? Nó górdio. Na carta de 17 de Dezembro de 1915, lemos: «Não é de mim que falo, antes de eu em outro, e não sei quem fala.» [p. 106]

Há quinze dias atrás, soubemos que uma família francesa encontrou, inadvertidamente, uma pintura de Caravaggio no sótão da sua moradia nos arredores de Toulouse, onde a tela do mestre lombardo acumulava pó há cento e cinquenta anos. Quantas telas, quantos manuscritos e dactilocritos repousam ainda na obscuridade de sótãos, caves ou águas-furtadas, por detrás de portas há muito por abrir? Que beleza há nesse desamparo, nesse abandono? Esperam por nós, deixaram de esperar? Aguardam o tempo da sua revelação, ou temem-no como a um tempo de perdição? E quanto às cartas que Fernando Pessoa escreveu a Mário de Sá-Carneiro em 1915 e 1916? Poderão ainda ser encontradas? Depois de ter lido este livro, arrisco um dislate, que profiro com o prazer de uma blasfémia: devemos estar gratos à criatura que lhes deu sumiço. Poderia dar-se o caso de, a realizar-se um tal achamento, o teor dessas cartas se revelar decepcionante quando cotejado com o da versão apócrifa que delas este livro nos dá. Esta, todavia, não é a hipótese mais perturbadora. O que nos encheria de terror seria o facto, de sendo encontradas, coincidirem exatamente, palavra por palavra, linha por linha, às cartas que se encontram reunidas neste livro. (Talvez Pedro Eiras não voltasse a repetir a graça.)

Encontramos nas próprias obras as senhas que nos permitem lê-las. Tantas vezes nos fornecem esses sinais de modo displicente, inopinadamente, apanhando-nos impreparados. Num breve postal de Agosto de 1915, um bilhete de carácter circunstancial e intuito confessadamente utilitário, Pessoa desculpa-se dos muitos afazeres que adiam uma carta extensa e pede ao amigo que confirme a boa recepção de uma missiva expedida semanas antes.

Verifique se a carta estará no Bureau des Italiens, perdida nesses arquivos tristes de refugos postais ou, como inspiradamente dizem os ingleses, dead letters. Morrem as cartas, do mesmo modo que os corpos. Mas como a fénix ressuscitam, quando são reencontradas e lidas, e os corpos não. [p. 31]

Para além do carácter premonitório que este passo retrospectivamente adquire, ele insinua, em contraluz, a efígie de um outro copista, trágica figura: Bartleby. No final da novela de Melville, o narrador difunde o rumor de que este escrivão fora funcionário subalterno dos correios, tendo-se ocupado de refugos postais: cartas perdidas, que Bartleby preparava, aos milhares, para as chamas. Dead letters! Does it not sound like dead men?[8] Em todos os copistas que pontuam a literatura moderna – génios incompreendidos, como Bouvard e Pécuchet, ou os já citados Maria Wutz e Pierre Menard –, a cópia tem servido para interrogar, poderosamente, o acto de escrever e a própria essência da literatura. Essa interrogação é também recolocada por estas Cartas Reencontradas de Fernando Pessoa, que levam a experiência intertextual à sua exasperação e a questão da autoria a um ponto de virtual indecidibilidade. Mas que outro desígnio se oculta neste gesto de resgatar da morte «recados de vida» (expressão de Melville)[9] endereçados a um amigo que se obsidia pela ideia do suicídio? Estas são cartas que correm para a morte, e contra a morte. Para a morte, quer dizer, para a destruição, para o oblívio, para a perda. Contra a morte, pois, embora a vida não seja «mandamento necessário» [p. 151], conforme escreve Pessoa a 9 de Abril de 1916, estas cartas são apelos à renovação de uma conversa inacabada: «Falaremos de tudo, e você estará vivo.» [p. 153]

Poderíamos talvez discorrer sobre o livro de Pedro Eiras sem mencionar Orpheu, o modernismo, o sensacionismo, combates literários – falando apenas de amizade. Na carta de 1-2 de Novembro de 1915, Pessoa escreve:

Meu querido Sá-Carneiro:

Nada de maior tenho a contar-lhe, porém escrevo-lhe. As cartas devem ser, como a amizade, gratuitas. Escrevo-lhe sem razão, senão a de haver cartas e árvores e rios e de todas as coisas serem reais. [pp. 80-81]

Estas Cartas já não perdidas mas Reencontradas, já não mortas mas redivivas, fazem justiça a uma ideia de amizade enquanto «com-partilha que precede todas as outras partilhas, porque o que há a partilhar é o exato facto da existência, a própria vida» (Giorgio Agamben).[10]

Pedro Sobrado

Porto, 26 de Abril de 2016

[*] Texto da apresentação de Cartas Reencontradas de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro, de Pedro Eiras (Assírio & Alvim, 2016), no dia 26 de Abril, no Teatro do Bolhão, Porto. O título corresponde a um passo da obra (incluindo a indicação de supressão de texto).

[1] Leben des vergnügten Schulmeisterleins Maria Wutz in Auenthal («A Vida do Alegre Mestre-Escola Maria Wuz», 1973).

[2] Walter Benjamin, «Desempacotando a minha biblioteca», in Imagens de Pensamento, ed. e trad. João Barrento, Lisboa, Assírio & Alvim, 2004, p. 209.

[3] «O nome do noema da Fotografia será então “Isto-foi” ou, ainda, o Inacessível.» Roland Barthes, A Câmara Clara, trad. Manuela Torres, Lisboa, Edições 70, 1989, p. 109.

[4] Jorge Luis Borges, «Pierre Menard, autor do Quixote» (1939), in Obras Completas: 1923-1949, trad. José Colaço Barreiros et al., Lisboa, Teorema, 1998, p. 463.

[5] T. S. Eliot, «Tradition and Individual Talent» (1917), in Selected Essays, London, Faber and Faber, 1934, p. 17 (tradução nossa).

[6] «Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo,/ Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas,/ Para aumentar com isso a minha personalidade.» Álvaro de Campos, «Acordar da cidade de Lisboa…», in Poesias, Lisboa, Ática, 1993, p. 100.

[7] Carta a Adolfo Casais Monteiro (13 de Janeiro de 1935), in Fernando Pessoa, Correspondência: 1923-1935, ed. Manuela Parreira da Silva, Lisboa, Assírio & Alvim, 1999, p. 343.

[8] Herman Melville, Bartleby, The Scrivener: A Story of Wall-Street, New York, HarperCollins, 2009, p. 49.

[9] No original, «errands of life». Idem, ibidem.

[10] Giorgio Agamben, «The Friend», in What Is an Apparatus and Other Essays, trad. David Kishik e Stefan Pedatella, Stanford, Stanford University Press, 2009, p. 36 (tradução nossa).

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